Shunji Nishimura

Sobre o Senhor Shunji Nishimura

Sobre o Senhor Shunji Nishimura

Shunji Nishimura chegou ao Brasil em 1932 e de lá para cá construiu uma história de força, perseverança e realizações.

Shunji Nishimura chegou ao Brasil em 1932 e de lá para cá construiu uma história de força, perseverança e realizações. Como agradecimento a tudo que o País lhe proporcionou, decidiu retribuir com Educação. Daí surgiram a Fundação e o Colégio. Mas não é possível entender a história desses 23 anos de dedicação ao ensino sem antes conhecer a trajetória de seu fundador, que adquiriu experiência desde jovem com o curso técnico em mecânica, no Japão, e mais tarde, em 1931, quando ingressou na escola Rikkokai (que significa esperança). Lá estudava, fazia as tarefas com os amigos para manter a escola, tinha aula de religião e hábitos para onde iria imigrar. Do Porto de Santos, onde desembarcou, foi direto para uma fazenda na lavoura de café. Trabalhou tanto que as mãos chegavam a sangrar. Uma não depois foi tentar a vida no Rio de Janeiro. Em Petrópolis arrumou emprego de garçom na casa de uma família tradicional.

 
Sobre o Senhor Shunji Nishimura

Com o lema de que sempre deve começar mais cedo o trabalho e terminar mais tarde, também cuidava dos jardins e fez uma horta. Foi reconhecido e ganhou um pouco de dinheiro. Voltou para São Paulo, onde matriculou-se no primário e foi trabalhar como torneiro e soldador. Aos domingos freqüentava a Igreja Episcopal, onde dava aula na escola dominical e conheceu a professora Chieko, com quem se casou. Com amigos, abriu uma oficina no bairro da Lapa. O dinheiro não dava para todos e mais uma vez recomeçou a vida. Entrou no trem e prometeu só descer na última parada. Foi na cidade de Pompéia, em abril de 1939. Abriu uma pequena oficina na própria casa e colocou a corajosa placa: "Conserta-se Tudo". Começou a fabricar seus próprios produtos, como canecas feitas à base de latas de óleo. A oficina cresceu e 10 anos depois ele fundou as Máquinas Agrícolas Jacto. No ano seguinte surgiu a primeira polvilhadeira costal manual, que foi sucesso imediato no combate às pragas do café e algodão. Vieram depois os pulverizadores e em 1979 Shunji Nishimura trouxe para Pompéia o vice-presidente da República, Aureliano Chaves, quando lançou a primeira colhedeira de café do mundo: A k-3, feita com tecnologia nacional, que derriça o café, recolhe, abana e ensaca os grãos.

 

Depois vieram máquinas novas com tecnologia própria e de ponta, além de centenas de outros produtos, fazendo com que o brasão do trevo de três folhas e a marca Jacto ficassem mundialmente conhecidos. Mas nada aconteceu como na simplicidade das palavras. Foram dias e noites, meses e anos de trabalho duro, alimentados a pão com banana nos tempos mais difíceis de São Paulo, e com muito sacrifício, dedicação e pesquisa nas oficinas de Pompéia. Está escrito que a fé move montanhas. Nishimura moveu as dele. Eles representa o alicerce e a sabedoria que deram início à FSNT (Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia) e ao colégio técnico que até hoje forma homens através das lições de marcenaria, agricultura, zootecnia, solidariedade, companherismo, honra e caráter.