Notícias fundação Shunji Sishimura

07/02/2019

SINGULARIDADE

SINGULARIDADE

Talvez você já tenha ouvido a palavra "singularidade", cuja definição é a seguinte: "Qualidade ou propriedade daquilo que é singular, que é único". Assim, existem várias formas de fazer uso dessa palavra, por exemplo: singularidade de expressão, humana, gravitacional etc. Na verdade, é um termo muito usado na física para explicar fenômenos extremos em que as equações são incapazes de explicá-los, ou também para expressar algo de tendência infinita, como os buracos negros, nos quais a gravidade tende ao infinito.

Todavia, o tipo de singularidade à qual se refere este texto e que afetará diversas atividades humanas, inclusive a agricultura, é a singularidade computacional ou tecnológica, encontrada em alguns textos. Basicamente, ela expressa o momento em que os computadores serão mais inteligentes que os humanos. Isso está previsto para 2029, segundo a estimativa de Ray Kurzweil, autor do livro The Singularity is Near (A Singularidade está Próxima). Sem dúvida, é uma previsão bastante otimista, mas, se considerarmos a Lei de Moore, em que a capacidade de processamento dos chips dobra a cada 18 meses e que isso já vem acontecendo a algum tempo, essa previsão pode se concretizar.

Bom, mas qual é a capacidade computacional do cérebro humano que o computador poderá ultrapassar? Segundo pesquisadores da IBM, o valor é ao redor de 36,8 petaflops (um tipo de unidade computacional), o mesmo que 36,8 quatrilhões de operações por segundo, o que equivale a, aproximadamente, 1 milhão de PCs trabalhando em conjunto. Supercomputadores existentes atualmente já ultrapassaram a metade dessa capacidade de processamento.

"Esta evolução chegará para a agricultura também, na qual teremos máquinas autônomas e inteligentes,
capazes de realizar operações sozinhas, previamente programadas,
e até de corrigir ou melhorar as operações que fazem."

Isso significa que, quando chegarmos à singularidade tecnológica, os computadores ou as máquinas serão capazes de se auto programar, cada vez mais e melhor, sem a necessidade de seres humanos para a programação, levando-as à Inteligência Artificial. Assim, teremos máquinas inteligentes suficientemente capazes de criar outras máquinas ainda mais sofisticadas.

Obviamente, esta evolução chegará para a agricultura também, na qual teremos máquinas autónomas e inteligentes, capazes de realizar operações sozinhas, previamente programadas, e até de corrigir ou melhorar as operações que fazem. Aliás, parte disso já é uma realidade, visto que, nas exposições agrícolas, já foram apresentadas máquinas autônomas por diversas empresas do segmento de máquinas e implementos. Com efeito, um pulverizador de grande porte, por exemplo, possui 12 computadores embarcados que controlam, automaticamente, uma série de funções da máquina/operação e geram ao redor de 300 dados a cada cinco segundos, sem a necessidade da intervenção humana. Ela já é capaz de aprender uma operação realizada por alguém experiente e reproduzir sozinha essa operação em um momento futuro. Pode parecer uma realidade um pouco assustadora, mas as máquinas inteligentes aliadas às novas evoluções tecnológicas na agricultura tendem a nos levar a uma nova forma de conduzir os processos de produção agrícola em todas as suas dimensões. Então, sejam bem-vindos ao futuro, hoje.

 

Carlos Eduardo de Mendonça Otoboni
Engenheiro agrônomo, mestre e doutor em Produção vegetal, pesquisador em Nematologia Agrícola e de Precisão em Proteção de Plantas, professor e diretor da Fatec Shunji Nishimura.
 
Fonte: Revista A Granja - Atuante, Atualizada, Agrícola – Janeiro/2019 nº841 Ano 74
 

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