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06/12/2018

Família Jacto celebra 70 anos de legado

Família Jacto celebra 70 anos de legado
 
A empresa, que teve seu início em 1948 por meio da produção artesanal de uma polvilhadeira, possui presença no mercado global, mas mantem em seu DNA os princípios e valores de seu fundador como diferencial para os desafios futuros.
 
A Máquinas Agrícolas Jacto, ou "Família Jacto" como é mencionada por seus gestores, celebrou os 70 anos de existência, no mês de agosto, mas com foco na trajetória para alcançar os 100 anos do legado deixado por seu fundador Shunji Nishimura. 
 
A empresa que teve origem em 1948, em uma pequena oficina onde se "consertava de tudo, mesmo com uma gestão profissional desde 2007, presença global com comercialização de seus produtos em mais de 100 países e duas unidades fabris no exterior (Tailândia e Argentina), mantém como diferencial o sentimento familiar" no relacionamento com sua equipe, parceiros e clientes. 
 
Durante um encontro, realizado entre os dias 17 e 18 de agosto, em Pompeia (SP), a empresa recepcionou cerca de 800 pessoas de mais de 40 países. Na ocasião, a Cooxupé esteve representada por Carlos Paulino, presidente da cooperativa, que esteve acompanhado por José Eduardo Santos Júnior, superintendente de Desenvolvimento Cooperado, e por Jorge Florêncio, gerente de comunicação. 
 
De acordo com Fernando Gonçalves Neto, diretor presidente da Jacto, a gestão da empresa mantém as diretrizes e os valores desde a sua criação como parte de seu DNA, o que, associado ao planejamento de longo prazo, representa um diferencial competitivo no cenário comercial. 
 
"Claro que trabalhamos com uma gestão prática de mercado, mas a proposta de trabalhar com um planejamento de longo prazo permite fortalecer nossas parcerias porque gera confiança nos produtos, que terão sua garantia respeitada, a segurança na reposição de peças e na manutenção. Isso é a essência da empresa", afirma Gonçalves Neto. 
 
Outro diferencial que o diretor presidente destaca é o investimento em pesquisa e desenvolvimento, que teve início em 1973, com o projeto "K-3", o que seria a primeira colhedora de café do mundo, que foi lançada comercialmente em 1979. Atualmente, a Jacto comercializa três modelos de colhedora de café: "K 3500, "KTR 3500" e "K3 Millennium".
 
Atualmente, o grupo destina tema de 4% a 5% de seu orçamento em projetos e desenvolvimento de pesquisas com o objetivo de manter como diferencial uma melhor qualidade e a posição de especialista no setor.
 
Missão e valores: rumo aos 100 anos
 
O presidente do Conselho de Administração do Grupo Jacto, Jorge Nishimura, um dos filhos do fundador Shunji Nishimura, reforça que a filosofia da empresa é baseada nos princípios de seu pai desde a origem em uma pequena oficina. 
 
"Meu pai começou a produzir e vender polvilhadeiras que eram feitas manualmente e não tinham a mesma precisão de uma produzida industrialmente. Eram peças únicas. Apesar de não serem de uma marca conhecida, os agricultores começaram a comprar com o argumento de que "o japonês era de confiança e prestava a manutenção se ocorresse algum problema". Essa é a base dos valores da nossa empresa: confiança, segurança, apoio aos parceiros e clientes e responsabilidade em tudo que fazemos, afirma Nishimura.
 
A administração da Jacto ficou sob o comando de Shunji Nishimura por cerca de 30 anos e há 40 anos está sob o cornando da segunda geração da família, mas que a meta é manter essa unidade e preparar a terceira geração para chegar aos 100 anos. 
 
"Meu pai sempre dizia que não somos donos de nada, que tudo pertence a Deus e que somos administradores de um legado. Para chegar aos 100 anos não podemos abrir mão de princípios como a valorização da família, a conduta ética, o caráter e valores como a humildade e o respeito", afirma Nishimura.
 
 
 
"Mais do que café, cultive os homens"
 
A estratégia do Grupo Jacto para alcançar os 100 anos de atividade é inspirada nos ensinamentos da escola Rikkokai (que significa esperança). 
 
De acordo com Jorge Nishimura, as diretrizes empresariais são baseadas com o foco na preparação e respeito do capital humano. "Meu pai sempre comentava os ensinamentos do sensei Na gata e dizia: "Mais do que cate, cultive os homens, O homem é mais forte do que qualquer negócio. Por isso, temos que ter um olhar para formar pessoas de maneira integral cuidando das competências, do caráter, da ética e dos valores", afirma Nishimura. 
 
Para isso, o Grupo Jacto mantém projetos como o Instituto de Desenvolvimento Familiar, que disponibiliza aos seus colaboradores urna programação que envolve ações e orientações a respeito de temas como casamento, criação de filhos, finanças pessoais e vocação. 
 
"Meu pai desembarcou no Brasil, no porto de Santos, em 22 de março de 1932, com um diploma de técnico em mecânica, urna bíblia e USS 100. Ele sempre cantava uma música do Rikkokai que diz: Para onde vai nosso caminho, não sabemos. As dificuldades que virão, desconhecemos. Somente Deus pode nos guiar: confiaremos, diz Nishimura. 
 
A diretriz da filosofia empresarial também valoriza outras características como a satisfação do cliente e a humildade, que é baseada no pensamento do fundador Shunji Nishimura de que "Ninguém cresce sozinho".
 
PARA ONDE VAI NOSSO CAMINHO, NÃO SABEMOS.
AS DIFICULDADES QUE VIRÃO, DESCONHECEMOS.
SOMENTE DEUS PODE NOS GUIAR: CONFIAREMOS!
 
Educação de ponta e a "felicidade em compartilhar"
 
O grupo Jacto, por meio da Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, criada em novembro de 1979, mantém um complexo educacional, que atualmente, conta com uma unidade do "Colégio Shunji Nishimura" destinado para crianças até o ensino fundamental, com a Escola Senai Shunji Nishimura, que oferece cursos técnicos e com uma unidade da FATEC (Faculdade de Tecnologia), que disponibiliza cursos de tecnológicos. 
 
Nos três níveis de ensino, as vagas são oferecidas de forma totalmente gratuita. O custo de manutenção e a parte pedagógica são da Fundação Shunji Nishimura e de diversos parceiros. 
 
Em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), a escola técnica oferece os cursos de habilitações em Eletroeletrônica e Mecânica, além de especialização nas áreas de automação, eletroeletrônica, gestão, logística, metalmecânica, metalurgia, segurança e tecnologia da informação. 
 
Na Fatec "Shunji Nishimura, implantada por meio de parceria com o Centro Paula Souza, são oferecidos os cursos de Big Data no Agronegócio, inédito no Brasil e na América Latina e com 4O vagas, e o curso de Mecanização, que oferece 80 vagas. 
 
De acordo com o Jorge Nishimura as atividades da fundação contam com o apoio de mais de 90 parceiros, incluindo concorrentes comerciais.
 
Museu que narra a trajetória da empresa é reaberto ao público
 
O museu "Shunji Nishimura, que reúne documentos, fotos e equipamentos que ajudam a contar a história da Jacto e de seu fundador, foi remodelado e reaberto ao público como parte da celebração dos 70 anos da empresa. 
 
Na entrada do local, o visitante se depara com fotos e uma linha do tempo que narra a história da 2ª geração da empresa, que reafirmou um "pacto pela manutenção da filosofia da empresa. 
 
Em seguida, e possível a evolução de alguns equipamentos produzidos pela Jacto, entre eles, a máquina sopradora. Kautex modelo B13, importada da Alemanha que permitiu substituir o metal pelo plástico nos pulverizadores costais, o reservatório de plástico e o "martelinho do sr. Shunji, que era utilizado pelo cliente para bater no reservatório e atestar a sua resistência.
 
Na área da educação, um painel interativo apresenta os trabalhos realizados pela escola da fundação, onde estão as relações dos alunos formados e depoimentos de quem passou pelas unidades de formação técnica. 
 
Outro ponto marcante é o local que retrata a sala do fundador Shunji Nishimura, no mesmo formato e com os mesmos objetos e ordem que estava no dia de seu falecimento aos 99 anos em 23 de abril de 2010. 
 
Nas demais alas, estão objetos pessoais e presentes recebido pelo fundador da empresa. Em uma das salas, o visitante se depara com um painel retratando a estação ferroviária de Pompeia (SP), em 1942, ano em que o empresário chegou a cidade, além das primeiras peças produzidas como "concha de pegar cereais a granel" feitas a partir de latas de óleo, a primeira polvilhadeira, produzidas a base de latas, com placa de madeira com a inscrição "Concerta-se tudo, que identificava a primeira oficina.
 
No local, o visitante ainda pode visitar o memorial que é composto por um jardim com uma estátua, em tamanho natural de Shunji Nishimura e um busto em homenagem a sua esposa Chieko, que ficam próximo de um espelho de água e muita vegetação. 
 
O museu é aberto para a visitação de escolas, grupo e público em geral.
Os interessados devem fazer o agendamento por meio do telefone (14) 3405-2033, ramal 3201, ou (14) 99700-7959 com Miriam.
 
 
 
Fonte:
Matéria publicada no Jornal "Folha Rural"
Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé Ltda.
Edição 479 - Ano 28 - Agosto 2018
 
 
 
 

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