Notícias fundação Shunji Sishimura

21/11/2018

BIG DATA NO AGRONEGÓCIO

Hoje podemos perceber que vivemos uma transição moderna para a Agricultura da Era do Conhecimento, em que a informática e tecnologias como a Big Data serão primordiais para o avanço tecnológico.

Provavelmente você já deve ter ouvido a expressão em inglês Big Data. Na verdade, trata-se de uma área de conhecimento atual em computação que, em uma tradução simples, quer dizer “grande quantidade de dados”. Mas qual a ligação dessa área com a agricultura?

Se olharmos o desenvolvimento científico durante o avanço tecnológico da agricultura moderna a partir da Segunda Guerra Mundial, veremos que a física, a química e a biologia dominaram como ciências. Nesse contexto, surgiram grandes empresas do setor de máquinas e implementos, defensivos agrícolas, fertilizantes e de sementes para a agricultura, e hoje podemos perceber que vivemos uma transição da Agricultura Moderna para a Agricultura da Era do Conhecimento, em que a informática e as tecnologias como a Big Data serão primordiais para o avanço tecnológico no campo.

Segundo o professor Tsen Chung Kang, todo aquele conhecimento gerado pelos cientistas, agrônomos, fazendeiros e centros de pesquisa espalhados pelo mundo criou, ao longo do desenvolvimento da agricultura moderna, uma enormidade de conhecimento e técnicas agrícolas, que estão depositados em bibliotecas, revistas científicas, trabalhos de graduação, dissertação de mestrado e teses de doutorado. Entretanto, o que se observa nas lavouras é que existe uma diferença bastante significativa entre o máximo que se consegue produzir em uma área e a média de produção das fazendas, para aquela mesma cultura, ou seja, há uma grande diferença entre o potencial de produtividade conquistadas pelos agricultores líderes em suas regiões. Muito disso se deve à falta de interação e à capacidade de análise dessa grande quantidade de conhecimento gerado.

Assim, conforme explicação do professor Luís Hilário Tobler Garcia, coordenador do Curso Big Data no Agronegócio da Fatec, as tecnologias de Big Data formam um conjunto de soluções para que profissionais especializados em assuntos específicos possam tratar a multidisciplinaridade e a complexidade da agricultura tropical na era do conhecimento. A integração de conhecimentos agrícolas georreferenciados de diferentes especialidades torna necessária a construção de sistemas inteligentes na busca da eficiência no manejo agrícola.

As lavouras do futuro serão controladas por sistemas de Big Data. Estamos em um momento ímpar do desenvolvimento tecnológico na agricultura, quando no campo as máquinas já cotam com sensores de todos os tipos, coletando muitos dados e enviando-os para bancos de dados gigantes espalhados pela internet. No campo, a presença de rede de sensores e estações meteorológicas que capturam dados de clima, drones e satélites que registram imagens dos talhões, armadilhas inteligentes capturando dados sobre as injúrias, os “pragueiros” e monitores da lavoura registrando notas em seus tablets e smartphone e as máquinas modernas que chegam a transmitir em tempo real, mais de uma centena de informações por minuto de uma operação agrícola. Todos esses gigabytes ou até terabytes de informações são armazenados em branco de dados na “nuvem” e podem ser transformados em informações para a tomada de decisão e melhor gestão do processo de produção agrícola.

Todavia, é humanamente impossível analisar todos esses dados sem as soluções de Big Data, em que tecnologias como a computação cognitiva, com o uso de algoritmos, códigos de computação, imitam a forma do cérebro humano de resolver problemas, com maior velocidade e com muito mais dados analisados.

Agora vamos pensar na agricultura da Era do Conhecimento. Nela temos muitos dados coletados por máquinas e implementos, muitos agrônomos especialistas armazenando seus diagnósticos e recomendações, fabricante de insumos expondo dados sobre o desempenho de seus produtos, cultivares, fertilizantes, adjuvantes, em diferentes regiões, satélites, drones, mapas de agricultura de precisão e até dados do mercado financeiro. Esse Big Data de diferentes origens e assuntos pode ser apresentado para as tecnologias de computação cognitiva para buscar as melhores combinações e correlações, para aumentar a eficiência dos processos agrícolas na busca da maior produtividade e redução de custos, trazendo a agricultura para uma nova forma de análise de dados e tomada de decisão.

Bom, isso tudo ainda está em desenvolvimento e temos grandes desafios tecnológicos e de infraestrutura para que aquilo que foi dito anteriormente possa acontecer. Porém, essa será uma das grandes áreas de investimento e estudo na agricultura atual.

 

Carlos Eduardo de Mendonça - Otoboni
Engenheiro agrônomo, mestre e doutor em Produção vegetal, pesquisador em Nematologia Agrícola e de Precisão em Proteção de Plantas, professor e diretor da Fatec Shunji Nishimura.

Fonte: Revista A Granja - Atuante, Atualizada, Agrícola – Setembro/2017 nº825 Ano 73

 
 

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